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TV ClickCarreira
Executivo da TAM mudou o rumo da carreira diversas vezes
Marcelo Mendonça trocou de faculdade, fez carreira na imprensa e migrou para a comunicação corporativa
Rachel Sciré
terça-feira, 4 de setembro de 2012
 

 

Marcelo Mendonça, 54 anos, diretor de Assuntos Corporativos da TAM, começou a carreira aos 18 anos, como técnico de distribuição em energia elétrica. Ele acha curioso o fato de muitos jovens pensarem apenas em balada, enquanto ele, com a mesma idade, era responsável por desligar a energia elétrica de uma cidade, por exemplo. “Acho que eu cresci rápido”, afirma.

 

Ainda na faculdade, Mendonça descobriu que sua verdadeira paixão era o Jornalismo e não titubeou na hora de mudar de curso. Hoje atuando com comunicação corporativa, o executivo relembra na entrevista a seguir outros momentos de sua carreira.


Mudança de faculdade
Sou técnico em eletrotécnica e comecei fazendo tecnologia de Processamento de Dados e fui quase até a metade do curso, até me convencer de que não era isso que eu queria e que eu gostava de Comunicação, gostava de escrever. Uma vez que eu mudei de curso, me convenci que queria ser jornalista, repórter e correspondente internacional. Não foi uma mudança complicada. Eu saí para fazer algo que eu gostava mais, então foi motivo de prazer, de desafio intelectual, de sentir que eu estava no rumo que queria para mim. Me senti muito à vontade, foi um período de grande intensidade intelectual, de descobertas.

 

Primeiros empregos
Eu fiz colegial técnico e meu primeiro emprego foi na CPFL, como técnico de distribuição em energia elétrica, em Bauru. Fiquei cinco anos na empresa. Eu me convenci que provavelmente seria um técnico mediano, com um risco razoável de o mediano virar medíocre, porque aquilo não estava na minha alma. Depois eu passei cinco anos como escriturário do Banco do Brasil, em São Paulo. Até terminar o curso de Jornalismo e receber um convite da Folha de S. Paulo.


Bagagem como jornalista
O fato de eu ter uma carreira construída na imprensa é representativo, criei um relacionamento com as pessoas que estão na imprensa, conheço o funcionamento dos veículos de comunicação, o dia a dia de uma redação, os humores e até algumas idiossincrasias próprias da atividade jornalística. Ter experiência em jornalismo político também me ajuda, porque na TAM, a área de Assuntos Corporativos tem uma gerência de relações com a imprensa e uma gerência de relações institucionais e governamentais. No entanto, eu senti necessidade de buscar mais formação, além dessa em Comunicação. Por isso estou fazendo MBA em Gestão Empresarial na FGV. Existem algumas ferramentas próprias da gestão de empresas que o profissional que só tem uma formação na área de comunicação precisa buscar, seja para aperfeiçoar competências de liderança ou conhecimentos de finanças corporativas.


24 horas por dia, 7 dias por semana
Se formos falar de carga horária de trabalho, eu estou sempre disponível, mas posso dizer que é uma média de dez a 12 horas de trabalho por dia e o telefone toca de fim de semana, toca à noite. É muito intenso, porque a nossa atividade não é só com o consumidor. A companhia voa 24 horas por dia e existe demanda nesse período, mas a gente se organiza. Na área de relações com a imprensa, por exemplo, tem um celular de plantão que fora do horário comercial fica sempre com uma pessoa da equipe, para as demandas mais corriqueiras. Se existe uma demanda mais complexa, que exige a minha participação ou que precisam me consultar, eu sou acionado. 


Conciliar trabalho e lazer
Ainda que os telefones fiquem ligados, eu procuro ficar com a minha mulher, encontrar a família, tentar ir ao cinema, sair para jantar e viajar. Como eu viajo bastante, sempre que há oportunidade, por exemplo uma viagem a trabalho, eu tento levar minha mulher para, de repente, aproveitar o fim de semana.


Achar o rumo e batalhar por ele
Se você gosta de algo e você tem energia e talento para buscar isso, sempre vai ter espaço no mercado de trabalho, por mais saturado que ele esteja. Quem está começando não pode ter receio de fazer uma mudança no meio do caminho. Eu passei por uma troca de carreira e só depois de dez anos que cheguei naquilo que eu queria. Isso não foi impedimento para eu crescer na carreira. Tem que gostar, ter paixão por aquilo que faz, e se capacitar.


Amadurecimento rápido
Eu olho para trás e veja como se desenvolveu a minha história, o meu começo de carreira. Eu comecei a trabalhar com 18 anos, na CPFL, em Bauru. Eu lembro que eu tirei carta e logo em seguida passei a pegar os carros da companhia. E eu gostava de balada, ia na boate da faculdade, mas quando eu penso no que eu fazia com 18, acho curioso – não é muito o que a gente vê hoje em dia. Tinha sábado que eu acordava às cinco da manhã e ia trabalhar, porque um empreiteiro ia remover uma linha de alta tensão que estava dentro de um lago, por exemplo. Então íamos lá desligar a energia elétrica da cidade e resolver todos os problemas que aconteciam durante essa ação. Aí eu paro e penso: eu fazia tudo isso com 19 anos! Acho que eu cresci rápido (eu tive que crescer), com as responsabilidades que eu assumi muito novo. Eu tenho orgulho disso! Ajudou a construir quem eu sou hoje. Eu podia ter tido mais baladas também, mas é uma coisa que eu olho para trás e acho bacana.

 

 

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