Seu colega pede ajuda e você faz cara feia... Seu gestor faz uma correção no seu relatório e seus olhos enchem de lágrimas... As situações, meio fora de contexto, podem indicar apenas um dia ruim, mas, se estiver passando por isso, olhe seu calendário, faça uma conta simples e... Bingo?! É tudo culpa da temida influência hormonal que a TPM (tensão pré-menstrual, para quem não é íntimo) pode trazer aos nervos femininos.
Mesmo sabendo que se trata de algo aparentemente fora do controle, ninguém da empresa é obrigado a conviver com esse mau humor ou com o chororô, certo? Portanto, se você sofre desse mal, saiba que algumas atitudes podem ajudar a lidar melhor com a patologia – sim, TPM é doença – que assombra mensalmente grande parte do público feminino.
José Domingos Borges, ginecologista do Hospital Nove de Julho, explica que, cerca de dez dias antes da menstruação, podem ocorrer inchaço, alteração do ritmo intestinal, retenção de líquido e, claro, mudanças de humor. “Pode haver ansiedade, depressão, perda de concentração e nervosismo”, completa Maria Leticia Fagundes, ginecologista do Hospital VITA. “No ambiente de trabalho, o rendimento pode ser comprometido pelas alterações físicas e neuroemocionais.”
O que eu faço?! – Na luta contra a TPM, segundo a doutora Leticia, é melhor prevenir que remediar: “Uma atitude preventiva inclui restringir o álcool e praticar atividades físicas, em que o desempenho deve ser reduzido”, explica.
Chocolate, o santo remédio, até pode ajudar, já que auxilia a liberação de serotonina, que traz certo conforto, mas é desaconselhado. “As calorias ingeridas podem trazer arrependimento mais tarde”, brinca a médica. Borges concorda: “É melhor evitar o chocolate apesar da sensação de prazer que ele dá. Praticar alguma atividade física pode fazer a mulher se sentir melhor e reduzir calorias em vez de aumentar”.
Outra dica dos profissionais é manter uma alimentação balanceada. “Além do chocolate, é bom evitar doces e refrigerantes. Comer mais frutas e legumes é o indicado”, explica Leticia. O ginecologista acrescenta que em casos específicos é melhor procurar um médico: “Fazer um tratamento com antidepressivos e diuréticos, além do anticoncepcional, pode ajudar em casos mais graves”, esclarece. Em ambiente corporativo, especialmente, vale o adendo do médico: “Se estiver irritada, não adianta colocar a culpa na TPM. Tente se controlar.”