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Não entre em pânico na hora de pedir demissão
Veja dicas para se sair bem nesse momento que faz parte da vida de todo profissional
Rachel Sciré
terça-feira, 27 de março de 2012
 

 

Não entre em pânico na hora de pedir demissão Pedir demissão não é uma tarefa fácil, ainda mais para quem ainda está no início da carreira. Tanto o estagiário quanto o funcionário efetivo sentem um pouco de receio ao comunicar a saída aos superiores. Não é para menos, já que basta um escorregão nesse momento para que as portas da empresa se fechem para sempre.

 

Ana Julia de Almeida Novaes, estudante do último ano de marketing da USP-Leste, sentiu na pele esse nervosismo. Quando estava na metade do 3° ano e fazia o primeiro estágio na agência de intercâmbio STB, recebeu uma proposta para trabalhar na Editora Abril. “Era uma quarta-feira e eu deveria começar na segunda. Eu tinha medo do meu chefe e fiquei nervosa, imaginando a reação dele”, conta. Uma das dificuldades de Ana Julia era justamente encontrar o discurso adequado para deixar as portas abertas.

 

No fim das contas, depois de muito sofrimento, ela se saiu bem. “Eu contei sobre a proposta e o meu chefe foi super legal comigo, me abraçou e me deu feedback de várias coisas que eu acho que nunca saberia, se não tivesse pedido demissão”, diz.

 

É por aqui - “Pedir demissão não é o fim do mundo, por isso, tente lidar da melhor forma possível. Ao longo da carreira, você terá que passar por outras situações de mudança de emprego, faz parte da vida profissional”, aconselha Bruna Dias, gerente da Cia de Talentos Carreira.

 

Para Bruna, o primeiro passo é conversar objetivamente com o gestor. “Não é preciso se justificar, mas explicar os motivos da demissão com evidências concretas”, diz. Também não vale inventar desculpas, já que os reais motivos da saída podem vir à tona no futuro. Por exemplo, se você acha que não teve a atenção que julgava necessária para se desenvolver durante o estágio, explique isso amigavelmente.

 

Também não é necessário – nem aconselhável – dar detalhes sobre a outra empresa ou o salário que irá receber. Falar em valores pode não pegar bem. “A empresa fez parte da sua história, tente tirar daquela experiência o que foi bom e leve isso com você”, recomenda Bruna.

 

Essa conversa franca com o gestor, claro, deve ocorrer antes de você fazer qualquer comentário sobre sua saída com outra pessoa.

 

Conversa reservada – Outro ponto essencial para pedir demissão sem queimar seu filme é considerar que essa conversa exige privacidade. Em hipótese alguma isso pode ser feito no meio do corredor ou durante uma reunião. O ideal é chamar o superior em um ambiente reservado e, logo no início da conversa, anunciar a sua decisão. “Demonstre que a saída não é algo emocional. Quando você tem os motivos claros, fica mais fácil explicar”, explica Matilde Berna, gerente de transição de carreira da Right Management.

 

Outra dica interessante é que o momento do desligamento não é a hora para lavar roupa suja. “A demissão precisa ter um motivo mais nobre do que os problemas enfrentados no dia-a-dia”, diz Matilde. Novamente, é importante não deixar que o salário apareça como o fator principal para a saída. “O que pesa no mundo empresarial é a realização pessoal, que deve ser levada em conta quando você busca outra oportunidade.”

 

A hora certa – Matilde também recomenda que o profissional não adie o seu pedido por constrangimento. “Se você encontrou outra oportunidade significa que não estava mais satisfeito e nem engajado na empresa”, conclui.

 

Sempre que possível, planeje a saída da empresa com duas semanas de antecedência, no mínimo. A dica vale tanto para estagiários quanto para funcionários efetivos. “O profissional deve imaginar que deixará um buraco na organização e que precisará transferir conhecimento e tarefas para um substituto”, alerta Matilde. Cumprir o aviso prévio pode ser uma maneira de sair com elegância e não deixar tarefas pendentes. Essa, aliás, é a melhor forma de seguir mais leve para seu próximo desafio.  

 

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