Já imaginou ocupar um cargo de coordenação aos 21 anos e aos 29 ser diretora de Recursos Humanos em uma das maiores companhias aéreas do país? Essa é a trajetória da recifense Carolina Duque, de 32 anos, que contou em palestra no Conarh (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas) as experiências de peso somadas em seu currículo em menos de 15 anos de carreira.
O começo de sua trajetória não foi muito diferente da maioria dos estudantes de Psicologia: ela conseguiu um estágio em RH e se apaixonou pelo trabalho. Desde o começo, seu sonho sempre foi trabalhar em uma grande empresa. Até que ela foi chamada para participar do programa de trainee da Ford Motors. Após um ano trabalhando para a empresa em Camaçari, na Bahia, ela conseguiu ser transferida para São Paulo.
Depois da Ford Motors, Carolina foi contratada pela TAM para liderar a equipe de Recursos Humanos da companhia. Segundo ela, a promoção foi uma decisão corajosa da empresa, pois não é comum ver executivos jovens nessa área. Após uma rápida passagem pela Embraer, atualmente Camila está passando por um processo de recolocação no mercado.
Segundo a executiva, o requisito básico para trabalhar em RH, é ter aptidão com gente e gostar de se relacionar com profissionais de diferentes perfis. Apesar de acreditar que RH ainda precisa de muitas mudanças e inovação para ser atrativa para jovens profissionais, Carolina diz que sempre busca empresas que acreditem na importância da área de RH nas organizações. “O desenolvimento da área de RH nas empresas é muito importante, pois essa é a área responsável por criar ferramentas com o objetivo de facilitar processos em todos os outros setores”, diz ela.
É isso o que o administrador Marcelo Menta Jr concluiu após sua participação no programa de trainee da BR Pharma. O jovem profissional diz antes de ser trainee e ter oportunidade de rodar por várias áreas da empresa, não achava que a área de RH poderia ser desafiante, para seguir carreira. “Eu comecei a enxergar a importância dessa área e perceber uma faceta mais estratégica, que usa números em suas decisões”, diz ele. Apesar disso, Marcelo pretende seguir carreira na área de planejamento estratégico.