A Andrade Gutierrez nem bem colheu os frutos da primeira edição do Programa de Trainee (ainda em curso) e já está recrutando novos talentos para a edição 2013 do Trainee AG. “O futuro da Andrade depende diretamente da nossa capacidade de trazer gente boa para a base da empresa e de alavancar esses profissionais, transformando-os em homens de negócios”, afirma Claudio Santos, vice-presidente de Gente e Gestão.
A estrutura do programa, que forma profissionais generalistas, não mudou em relação ao ano de estreia, mas a internacionalização vem com mais força agora: a abrangência internacional passou de cinco para oitos países e o período de inscrições foi estendido para dois meses, de modo a coincidir com o calendário acadêmico dos oito países participantes. “É muito significante para nós, que somos uma multinacional brasileira, estarmos realizando um programa de trainee global”, destaca Monalisa Trouquim, gerente de Gente e Gestão na Andrade Gutierrez.
O job rotation do programa de trainee na AG inclui vivências internacionais: cada trainee visita um país na América Latina, um na África e Portugal, além de rodar pelas áreas da empresa no Brasil. O trainee Pedro Henrique Rodrigues, por exemplo, já passou dois meses no Congo. “As experiências internacionais são muito fortes. Quando calculei o quanto eu viajaria durante o programa, cheguei à marca de mais ou menos 60 mil quilômetros – isso dá quase uma volta e meia ao mundo!”, diz.
No programa, não existe definição prévia da área de atuação, mesmo porque, há demanda em todas as áreas, de acordo com Santos. Assim que iniciam, os participantes recebem o calendário anual com todos os lugares em que ficarão alocados durante o treinamento.
Para a trainee Mariana Brunaldi Perez esse modelo é proveitoso, já que permite ao trainee explorar todas as áreas profundamente. “Construímos o nosso lugar na empresa pelo caminho trilhado no programa”, conta.
Desde o início, os trainees realizam as atividades em duplas, mas cada um possui um tutor, escolhido de acordo com o perfil do participante. Além dos encontros mensais com o tutor, os trainees participam de treinamentos, cursos de idiomas, recebem coaching e mentoring e compartilham as experiências com os demais integrantes ao longo programa. “Damos oportunidade para quem tem potencial. Nosso intuito é colocar a pessoa num ambiente em que possa se desenvolver”, explica Monalisa.
A escolha da área final do trainee é realizada pelo candidato e pela empresa, com a ajuda do coach. No fim do programa, os participantes assumem uma posição no segundo nível hierárquico, como profissionais plenos.
Aderência natural – Mais do que buscar especificidades, a Andrade Gutierrez quer investir no talento dos candidatos. Para isso, o mais importante é que eles se identifiquem com a cultura do grupo. No Business Game, por exemplo, o objetivo é avaliar a aderência dos valores pessoais do candidato aos da empresa.
“É preciso demonstrar que você tem vontade de crescer junto à empresa, que ela faz parte de seu projeto de vida”, sugere a trainee Mariana aos candidatos. Já Pedro Henrique conta que estudou muito a companhia enquanto realizava o processo seletivo.
Assim como no ano anterior, quando a Andrade contratou 15 jovens para outras áreas da empresa, os candidatos que participarem do processo seletivo e não forem aprovados têm a chance de serem chamados para vagas pontuais. A esses finalistas, a empresa oferece também um feedback personalizado.
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